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Olho de Hórus: Magia e Ocultismo

Cruz Ank com Olho de Hórus

Hórus é o deus egípcio dos céus, dos vivos e da guerra. Filho de Osíris e Ísis, com cabeça de falcão e os olhos que representavam o Sol e a Lua.

Especificamente o símbolo denominado Olho de Hórus (ou Udyat) tem muitos significados e usos, os mais comuns e genéricos são os de poder e proteção.

O Olho de Hórus é a representação esotérica do despertar da consciência, a “abertura espiritual que leva aos caminhos celestes”. E, como ensinavam os antigos hierofantes, isso quer dizer o seguinte: “Irmão, desperta na Luz do Senhor!”.

Só o Todo conhece os grandes arcanos que inspiram o trabalho dos iniciados espirituais!

Segundo o mito egípcio, o olho esquerdo de Hórus simbolizava a lua e o direito, o sol. Durante um duelo pouco depois da formação do universo, o deus Set arrancou o olho esquerdo de Hórus, o qual foi substituído por este amuleto.

Como o amuleto não lhe dava plena visão, foi-lhe posta também uma serpente sobre sua cabeça. Após se recuperar, Hórus organizou novas batalhas que o levaram à vitória decisiva sobre Set.

O amuleto, então, passou a representar a união do olho humano com a vista do falcão, animal simbólico de Hórus. Era usado, em vida, para afugentar o mau-olhado e, após a morte, contra infortúnios do Além.

Esse símbolo ainda encerra em si outros significados ocultos e mágicos que são abordados em alguns cursos ministrados na Casa de Miguel. Conheça um pouco mais sobre o nosso trabalho, clicando neste link.

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A Tradição da Magia

A Magia, principalmente durante e após a Idade Média (Era das Trevas segundo denominam os historiadores), recebeu uma conotação negativa, associada ao culto de demônios e às práticas de sacrifícios e orgias. Foi chamada de feitiçaria, bruxaria e até foi palco de assassinatos através da Santa Inquisição.

Mas nem sempre foi assim! A Magia e suas diversas vertentes como a Cabala, a Alquimia e o Xamanismo, foram as primeiras manifestações de reconhecimento entre o humano e o Divino, ainda na pré-história, sendo praticada através de cultos à natureza, desenvolvendo no homem o respeito ao equilíbrio de suas ações.

Do ponto de vista funcional e simplificado, a Magia é o Instrumento ou o Meio por onde as diversas facetas da energia Divina, incluindo Espíritos e Seres Naturais, podem ser ativadas e direcionadas para um fim determinado.

Ela também serve de base concreta (não dogmática ou unilateral) para a evolução consciencial do Ser consigo mesmo, para com o meio em que vive e para com todo o resto da Criação.

Sua natureza em si não pode ser classificada como boa ou má, pois isso não existe no fundamento da Criação, porém, sua prática pode levar à harmonia ou desarmonia nos meios onde é empregada, de acordo com as motivações e aplicações de seu ativador, assim, surgindo a noção de Magia Branca e de Magia Negra. É importante ressaltar que em Deus, Criador de Tudo, não há um sentido maléfico ou injusto, mas apenas funções reguladoras de Sua Criação, como por exemplo, para o corpo humano a destruição e trituração de um alimento não é um ato de maldade, mas sim, uma necessidade de transformação de um alimento em partículas menores, culminando na matéria-prima à vitalização do corpo físico. Assim, chegamos a duas constatações:

  • Deus tem dois lados, um que nutre ou incentiva e outro que dá limites. Dentro da dose equilibrada, estes dois lados têm o propósito de serem agentes das transformações necessárias, levando o indivíduo sempre para o bem.
  • Quando usamos demais ou de menos esses dois lados, entramos em desequilíbrio e transformamos algo Divino em energias destrutivas: isso é o mal!

O “mal” está na ignorância e má utilização humana daquilo que é Divino, e sob hipótese alguma, o “mal” seria algo criado por Deus. Toda vez que usamos as energias de maneira desequilibrada (a mais ou a menos), estamos causando um mal.

Mas voltando à Magia, existem vários sistemas mágicos cujos ensinamentos se dedicam ao esclarecimento deste ponto de equilíbrio, ou caminho do meio como diria Buddha. Um destes caminhos é o Arcangelismo, ensinado pela Casa de Miguel.

A Magia é um caminho abrangente em sua aplicação, tem a função de esclarecer gradativamente nossa origem e nosso caminho, enobrecendo nosso caráter, instruindo-nos e dotando-nos de ferramentas poderosas de harmonização entre todos os espíritos (encarnados e desencarnados), além de promover ordenadamente o intercâmbio entre as diferentes realidades e vias de evolução dos seres existentes.