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O que são arquétipos?

arquétipos

A palavra arquétipo é muito presente nos estudos oraculares, mas qual a origem e o que realmente significam os arquétipos?

Origem

Arquétipo é um conceito da psicologia consolidado por Carl G. Jung, psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica. Para Jung, os arquétipos estão no inconsciente coletivo e por isso são percebidos de maneira similar por todos.

As origens da hipótese arquetípica datam de Platão. Alguns filósofos também traduzem o arquétipo como “essência”, formas mentais puras que foram impressas na alma antes de nascer no mundo.

Para Jung, arquétipo é uma espécie de imagem primordial incrustada no inconsciente coletivo da humanidade, como uma herança psicológica. Ou seja, são o resultado das experiências dos seres humanos no enfrentamento das situações cotidianas.

Em outras palavras, Jung usava os arquétipos para denominar certos padrões do comportamento humano ou papéis sociais, que vêm manifestando-se ao longo de sua história nas mais diversas culturas. Expressam-se por uma variedade de mitos, religiões, lendas e folclores e através de padrões também identificáveis em nosso mundo onírico. 

Representação

O arquétipo serve como um modelo comportamental, uma estrutura capaz de  representar experiências ou elementos significativos de nossas vidas. Verdadeiras potências imateriais, os arquétipos, manifestam-se através de imagens, situações e ideias. Contando sua história através da interpretação dos padrões que representam.

Esses “personagens” têm características que são percebidas de maneira semelhante por todos os seres humanos independente da cultura ou época.

As imagens dos arquétipos são encontradas em mitos, lendas, na literatura, nos filmes e também aparecem nos nossos sonhos.

Um exemplo seria a imagem materna: todas as pessoas têm uma mãe e podem formar uma imagem própria sobre esse papel, mas há semelhanças sobre a mãe na percepção coletiva.

Em síntese, Jung defendia com a ideia de arquétipo é que a existência de ideias primordiais influenciam nossos comportamentos e experiências. Com isso, quando olhamos para os oráculos, analisamos as cartas, no caso do tarot, e cada carta representa um arquétipo. Dessa forma, cada carta representa um momento da vida, uma situação ou comportamento.

Aqui na Casa de Miguel temos cursos para diversos oráculos, conheça aqui.

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Oráculos, como funcionam?

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Você pode iniciar seus estudos sobre oráculos aqui.

Sempre que falamos de espiritualidade, uma das primeiras coisas que as pessoas desejam consultar é o futuro. Todos estamos preocupados com o que a vida nos reserva e queremos nos preparar melhor para os acontecimentos. 

Saber qual decisão será melhor, qual caminho seguir e, principalmente, quais serão as consequências dessas decisões são preocupações constantes da maioria das pessoas. É nessa hora que os oráculos ganham forças.

A ignorância sobre a real função dos oráculos e seu mau uso através dos tempos fez com que haja muito preconceito em torno desses instrumentos. Os oráculos foram criados para leitura e compreensão de informações diversas para evolução pessoal e coletiva.

Temos uma infinidade de oráculos, como falamos nesse post, que podem indicar situações e tendências para seu futuro. No entanto, vale dizer que nenhum deles tem um poder maior do que o seu de decidir qual rumo quer para sua vida.

A astrologia por exemplo pode te ajudar e mostrar quais energias estão mais latentes e qual caminho pode ser mais benéfico para você, mas o seu futuro sempre será um resultado das escolhas que você toma diariamente

Autoconhecimento

Esses oráculos são, na verdade, formas de entendermos a origem dos nossos medos, processos de autossabotagem e padrões de comportamentos negativos. A partir desse reconhecimento podemos fazer escolhas mais saudáveis e ampliar nosso estado de consciência e integridade de estar e ser no mundo.

Em outras palavras, os oráculos são um instrumento de acesso a informações do inconsciente pessoal e coletivo, através de símbolos e arquétipos. Dessa forma, não se trata, então, de algo mágico ou sobrenatural, como muita gente pensa. Apenas uma forma de criar uma comunicação entre nossas partes que não se conversam de forma direta.

Se usado de forma consciente e ética, por uma pessoa capacitada, os oráculos podem ajudar a entender como funcionamos, agimos, fazemos escolhas, repetimos erros, que fatores externos (incluindo pessoas) nos influenciam de forma direta e indireta. 

Tudo isso para que possamos nos responsabilizar e realizar mudanças positivas em nossas vidas. Curando feridas, superando deficiências, desenvolvendo potenciais, explorando dons e talentos, enfim, alcançar um estado de autorrealização.

O que o oráculo revela está contido no campo de informação do consulente, isso quer dizer que o oráculo traz à luz aquilo que está oculto naquele momento. Assim, é possível ter acesso a informações do passado, do presente e ter uma noção das tendências e possibilidades do futuro próximo.

Dá pra saber do futuro?

Esta é a principal motivação das pessoas que consultam os oráculos. Nosso medo faz com que tenhamos a necessidade de controlar as situações. Porém, com os oráculos é possível ter uma ideia, falar das probabilidades do que pode acontecer de acordo com o nível de consciência do consulente e das pessoas envolvidas.

O que vai acontecer, de fato, é quase impossível ter certeza pois possuímos o livre arbítrio e podemos mudar de ideia e direção a qualquer momento, o que fará com que toda a situação de futuro observada mude. 

Lembre-se que estes instrumentos devem servir para nos tornar mais conscientes e livres e não dependentes de leituras e consultas para tomar toda e qualquer decisão. Caso você mesmo queira fazer a leitura do seu campo, você precisará estudar e aprender cada técnica. Na Casa de Miguel temos cursos para diversos oráculos, conheça aqui.

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O que é ser um mago?

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Um mago ou magista é alguém que pratica magia. Em outras palavras, é alguém que faz manipulações energéticas com um propósito. São figuras muito comuns na literatura e no cinema, abrindo espaço para ricas construções mitológicas, lendárias e de ficção. 

Nos romances medievais, praticantes de magia são geralmente representados como velhos sábios, de cabelos e longas barbas brancas. Trabalham como mentores e às vezes, possuem uma representação religiosa. São capazes de praticar grande magia, boa ou ruim.

Já bruxas e feiticeiras normalmente são mulheres mais velhas com aspecto assustador ou, no extremo oposto, jovens e sedutoras.

As histórias normalmente impõem um certo limite às habilidades mágicas, como uma quantidade específica de magia ou exigir uso de materiais ou sacrifícios para obtenção de energia para ser manipulada. 

Um motivo comum na ficção é que a capacidade de usar magia é inata e geralmente rara, ou adquirida através de uma grande quantidade de estudos e práticas. Como resultado, magos competentes não usam sua magia frivolamente. 

Os magos se dedicam ao estudo de seu interior e das Leis que regem toda a Natureza. Os magos normalmente aprendem magia lendo livros antigos chamados grimórios. Por isso, nas histórias, costumam viver como eremitas, isolados e imersos em seus estudos. 

Mago de coração

Um mago cultiva o equilíbrio do corpo, da mente e do espírito. Aprender magia apenas para impressionar os outros não é alquimia, é mera vaidade pessoal. Portanto, o verdadeiro poder está nas coisas simples, na reforma íntima e diária, no amor que somos capazes de projetar ao universo, na paz que proporcionamos a nós mesmos e aos que se aproximarem.

Um mago tem coragem de se olhar no espelho para encarar suas próprias sombras. Não tem medo de quebrar suas próprias algemas. Busca incansavelmente o saber, a luz do conhecimento. Ser mago não é só saber fazer de vez em quando, é fazer do dia a dia um ritual de amor.

Um mago sabe que Deus é ao mesmo tempo masculino e feminino. Sabe que bem e mal são as duas faces da mesma moeda. Não adota posturas fanáticas ou dogmáticas, porque sabe que a verdade é como a natureza: está sempre se transformando. 

Ser mago não é julgar, mas providenciar o espelho para aqueles que também querem se curar e encontrar a real felicidade. É mostrar o caminho da certeza de cada um. 

No Tarot, a carta do Mago representa o início da caminhada. Indica sempre que algo novo está para começar. O Mago ergue um pequeno bastão para o alto, captando energia e dirigindo-a para baixo, com a outra mão. É como se ele fosse o elo entre as energias divinas e o mundo material. Na caminhada espiritual, o Mago representa o ponto de partida e a necessidade de canalizar vibrações superiores para poder realizar uma evolução.

Portanto, ser mago é trabalhar com o invisível, é saber que você é muito maior do que seu corpo e mesmo assim amar cada pedaço da Terra. Mago é o que tem poder para e não poder sobre, e dessa forma, sentir-se responsável em nos transformar.

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REACT: The Witcher

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ATENÇÃO, ESSE TEXTO CONTÉM SPOILERS!

The Witcher é uma série da Netflix de 2019, baseada numa série de livros que também originaram uma série de jogos eletrônicos. 

A série é o clichê de todo bom filme de bruxos. Seres estranhos e mitológicos, ervas, rituais, enigmas e muito mistério. A série transita em três tempos mas de certa forma, um embasa, dá forma e sentido ao outro. 

Geralt de Rivia, o protagonista, é um bruxo com poderes especiais que viaja pelos reinos matando seres mitológicos em troca de dinheiro.

Ciri é a princesa de um dos reinos que são retratados na série, que nasceu com poderes sobrenaturais que durante a primeira temporada ainda nem sabe que os tem. 

E Yennifer, uma semi-elfa feiticeira que nos apresenta para o universo magístico abordado na trama. Durante suas aulas de magia, é trabalhada e explicada de uma forma muito sutil o que é a Magia do Caos. 

Magia do Caos

Magia do Caos é um tipo de magia muito poderosa que, na série The Witcher, teve seu uso proibido pelos grandes magos. A base dessa magia é que existe uma ordem universal e nada se pode criar ou crescer sem algo se destruir ou morrer. É uma forma de balancear os gastos energéticos durante a magia.

A proposta era desmistificar o “oculto” e deixá-lo acessível a todos, sem a necessidade de buscar conhecimento dentro de ordens mágicas fechadas. E também a ideia de que cada um pode criar seu próprio sistema mágico.

A magia sempre esteve presente na história da humanidade e é definida como a possibilidade de realizar algo, sem necessariamente agir fisicamente nessa realização. Vários tipos de magia são do conhecimento geral, as mais comuns são as simpatias e as orações. 

Pedimos algo a uma entidade, a natureza, ou ao universo em si, fazemos o ritual e então esperamos que nossa vontade seja magicamente satisfeita por forças desconhecidas. Mas a reflexão que ficamos é, quais são os limites dessas manipulações energéticas? O que de fato é ser um mago? Qual a diferença entre mago, bruxo e feiticeiro?

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