Sou médium! E agora?

Por mais inusitado que pareça os médiuns são as pessoas que têm mais medos em relação a espiritualidade. Tenho me perguntado o motivo pelo qual isso acontece e percebo que há um misto de curiosidade, desejo de desenvolver a mediunidade em busca da confirmação de suas indagações e dúvidas, mas ao mesmo tempo também existe certo receio, medo do que se pode ver, sentir e saber.

Esse “mix” traz como resultado uma dúvida muito comum: será que isso não é coisa da minha cabeça? Deve ter sido eu que imaginei!

Considero que os elementos abaixo contribuirão como um passo-a-passo para se compreender melhor a mediunidade.

1. Informação: No geral não há muita instrução aberta sobre o que se fazer com a mediunidade, e alguns conceitos básicos também não são difundidos. Algumas religiões têm de fato mais informações sobre o assunto, mas é importante percebermos que mediunidade não está relacionada diretamente com religiosidade e sim com a espiritualidade de maneira mais ampla. Além disso, em muitos dos textos sobre mediunidade ela é vista apenas como dom, que para alguns é quase como uma cruz que deve ser carregada. O primeiro passo na compreensão da mediunidade é saber que ela está ligada a capacidades que podem e devem ser desenvolvidas.

Um exemplo dessa falta de informação quanto as diversas formas e manifestações da mediunidade é a clarividência, umas das mais famosas habilidades mediúnicas, mas o que nem todos sabem ou consideram é que existem várias formas de vidência e entre elas existem níveis diferentes. Sem essa consciência as pessoas acabam por não reconhecer que de fato estão visualizando o lado espiritual só que de uma maneira diferente esperam ver as coisas como no lado físico e embora isso possa acontecer não é sempre assim que funciona.

O conhecimento muda tudo, pois transforma nossa perceptivas sobre as coisas e esse é também o primeiro passo para o médium equilibrado: conhecer e aprender mais. É importante ressaltar que conhecimento não é igual a teoria à prática e exercícios também representar uma forma de conhecimento.

2. Medo: Quando existe outra pessoa para intermediar a nossa comunicação ou contato com a espiritualidade, podemos de alguma forma responsabilizar este outro por nossas escolhas. Assumir nossa mediunidade é também assumir a responsabilidade sobre nossas vidas. Significa estudar mais, observar mais, se atentar quanto a nosso nível vibratório e desequilíbrios.

O medo muitas vezes surge pela capacidade do médium de se conectar às energias ao seu redor e que muitas vezes não são as energias mais equilibradas, mas saiba que o medo em relação a mediunidade não é diferente dos outros medos que assombram as pessoas e quanto mais se foge maior ele parece ser. No entanto quando fazemos algo para mudar e enfrentamos esse medo nos tornamos mais forte e o medo menor do que imaginávamos.

3. Insegurança: A Insegurança é de certa forma falta de fé, de confiança em nós mesmo, em nosso potencial, nas nossas capacidades e por fim e mais importante, é a falta e de confiança naquele que fala no nosso íntimo, ou seja, no Divino Criador. Você pode nomeá-lo como quiser, pois, isso não vai mudar o fato de que é nele que encontraremos a segurança necessária para seguir sem se perder.

Ser médium pode ser visto por diversas perspectivas, mas garanto que é maravilhoso quando conseguimos transpor o medo e se tornar de fato instrumentos de Deus para benefícios próprio e dos outros.  Sim, em benefício próprio também, pois a melhor maneira de ensinar e fazer a diferença é pelo exemplo e o médium pode ser um exemplo de harmonia entre físico e espiritual, provando que a vida pode, e é mais completa quando paramos de dividir e passamos aceitar e integrar.

As responsabilidades, incertezas e medos virão, mas haverá também a certeza de que não estamos sozinhos e que quando buscamos crescer e se desenvolver, encontramos apoio e sustentação para compreendermos melhor quem somos, qual nossa missão e a mediunidade é um recurso valioso para esse autoconhecimento.


Daiane Oliveira

Terapeuta Residente da Casa de Miguel

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Especialidades: Mandalas da Magia Divina e diagnósticos através do uso da Intuição, Tarô e Pêndulo.

Horários: Sábados às 10h e 11h

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