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Chico Xavier

Há 17 anos o Brasil e o mundo se despediam de Chico Xavier.

O homem simples que, apesar de professar a fé espírita, transcendeu religiões pela prática do bem, fechou os olhos para o mundo dos vivos para dar lugar ao mito que permanece mais presente do que nunca nos corações de quem o admira.

Francisco Cândido Xavier, ícone do Espiritismo no Brasil, faleceu no dia 30 de junho de 2002. Como numa profecia, o médium havia dito que queria morrer num momento de alegria para os brasileiros. Ele acertou: naquele dia, a seleção de futebol foi pentacampeã da Copa do Mundo.

O “mui amado Tio Chico”, como gostavam de chamá-lo os amigos mais próximos, retornava à pátria espiritual a qual ajudou a desvendar por meio de mensagens orais e escritas, ditadas pelos espíritos. Em contato com o mundo invisível desde criança, faculdade denominada pela doutrina espírita de mediunidade, Chico Xavier psicografou mais de 400 livros, entre romances, poesias, livros de mensagens e de estudo, mesmo tendo concluído apenas o ensino primário.

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Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

Além dos livros publicados, Chico ganhou fama depois das participações no programa de televisão Pinga Fogo, veiculado pela extinta TV Tupi Canal 4 de São Paulo, nos dias 28 de julho e 21 de dezembro de 1971. O primeiro programa, com previsão inicial para durar uma hora, acabou por se estender por mais de três horas, enquanto a segunda edição durou quatro horas.

Ao vivo e com retransmissão em rede nacional – fato pouco comum para as emissoras de TV da época -, o médium foi sabatinado por jornalistas conceituados como Saulo Gomes, Herculano Pires e Durval Monteiro, além do intelectual católico João Scantimburgo e do cientista espiritista Hernani Guimarães Andrade. Foi um inegável sucesso de audiência, com 75% dos televisores da cidade de São Paulo sintonizados no programa.


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Apesar da notoriedade, o mineiro era exemplo de humildade. Todo o dinheiro da venda dos livros foi destinado a obras assistenciais, primeiro em Pedro Leopoldo (MG), onde nasceu, depois em Uberaba (MG), onde passou a viver no final da década de 50. Mais do que livros e programas de TV para divulgar o espiritismo, Chico deixou um legado de consolação, amor e caridade.

A obra de Chico Xavier – escrita e exemplificada – continua, mesmo após seu desencarne, a orientar e acalentar o coração de milhares de pessoas. O médium faleceu em Uberaba, aos 92 anos, por um ataque cardíaco.

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