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Atriz fala sobre espetáculo baseado na vida de Chico Xavier

Ana Rosa dirige ‘O Cândido Chico Xavier’, que estará em cartaz neste fim de semana, no Teatro Municipal de Ribeirão Preto

Régis Martins

Foto: Divulgação

Os atores da Companhia do Caminho em cena e em foto de divulgação do espetáculo: ‘texto bem elaborado’

Chico Xavier está vivo. Pelo menos nas telas de cinema, na televisão e nos palcos, o médium falecido em 2002 é quase presença obrigatória. E neste fim de semana o Teatro Municipal de Ribeirão Preto recebe “O Cândido Chico Xavier”, baseado na vida do espírita mais famoso do País.

O espetáculo da Cia. do Caminho é dirigido pela atriz Ana Rosa e tem narração do ator Carlos Vereza, dois entusiastas do kardecismo, doutrina decodificada pelo francês Allan Kardec no século 18. Desde sua estreia, em 1999, a peça foi apresentada em mais de 300 cidades, para um público de 250 mil pessoas

Em entrevista por telefone, Ana Rosa conta que foi convidada a dirigir a montagem por causa de sua experiência em espetáculos como “Violetas na Janela”, em que atuou, dirigiu e produziu ao lado do marido [já falecido], Guilherme Correa.

“Achei o texto de ‘O Cândido Chico Xavier’ bonito e bem elaborado, mas fiz uma ressalva: que Chico desse ok”, conta a atriz, que levou pessoalmente o texto para Uberlândia, no final da década de 1990, para que o médium o aprovasse.

Ana é especialista no assunto. Diz que desde criança tem contato com a doutrina espírita, graças a avó, que era aberta a todo tipo de religião. Nos anos 1960, com a morte prematura do primeiro filho, fruto de seu casamento com o comediante Dedé Santana, leu pela primeira vez o “Evangelho segundo o Espiritismo”, uma das obras básicas assinadas por Kardec. Porém, só se converteu definitivamente na década de 1970, época em que atuava na novela “O Profeta”, da extinta TV Tupi.

“Em 1995, tive outra perda na família [sua filha de 18 anos morreu atropelada], mas, felizmente, já era espírita e encarei tudo aquilo de uma outra forma”, conta.

A atriz participou de todos os filmes lançados nos últimos anos que tratam do assunto. O primeiro foi “Bezerra de Menezes” e o último, “E a vida continua”, que deve entrar em cartaz em outubro.

“Gostei muito do [filme] ‘Chico Xavier’ porque o [diretor] Daniel Filho deixou claro que não iria explorar o lado mediúnico do Chico. E ‘Nosso Lar’ também foi lindo porque foi o primeiro de uma série baseada nas obras do espírito Emmanuel”, conta.

Bem-vindas

Ana acredita que todas as obras são bem-vindas porque divulgam uma religião que prega o bem.

“O planeta passa por uma fase crítica. Existem ainda irmãozinhos presos ao lado negativo e primitivista da vida. Essas obras tratam do assunto de uma forma lúdica e são importantes por serem uma forma de plantar uma sementinha no coração das pessoas”, filosofa a atriz que, ainda este ano, dirige um espetáculo teatral sobre a vida de Allan Kardec.

Se não bastasse todo este trabalho nos palcos e no cinema, Ana também tem tempo para se dedicar às telenovelas. E muito, já que, pelo Guiness Book nacional, ela é a atriz que mais fez novelas no País.

“Comecei muito cedo, ainda na TV Tupi, onde fiquei até a emissora sair do ar. Já são 59 novelas. Uma média de uma ou até duas por ano”, contabiliza.

Serviço

O Cândido Chico Xavier

Sábado, às 20h, e 10 de junho, às 19h, no Teatro Municipal

Alto do São Bento s/nº

Ingressos a R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)

Inf.: (16) 3625-6841.

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